Sua alma ou seu soldado?
Você se ama ou ama sua história?
Outro dia eu estava numa conversa com Josh Woll, da publicação The Sober Creative aqui no Substack… Admiro muito a disciplina e a dedicação dele ao que faz, ele ajuda pessoas a se liberaram do vicio com álcool.
De um jeito bem diferente do meu, ele ajuda pessoas com coisas parecidas com o que eu faço.
A gente ajuda pessoas a escolherem, de forma consciente, a identidade mais alinhada com a sua completude e a quebrarem os padrões que as mantêm pequenas.
Ele disse que escolher a sobriedade era uma prática de amor próprio. Era como dizer: eu me amo tanto, amo e respeito tanto o meu corpo, que não estou mais disposto a colocar essa substância nele.
Isso é muito poderoso e profundo. Na maioria das vezes a gente não tem consciência de onde vêm as nossas escolhas.
Uma mudança de identidade começa com consciência. Mas só se torna real por meio de novas ações.
A pessoa que começou a beber escolheu o álcool como forma de lidar com uma emoção, uma situação, ou até mesmo com um jeito de ser que era doloroso demais. Naquela substância, encontrou alívio.
Aquela identidade era necessária para sobreviver.
À medida que a gente evolui, aprende a ver a vida de outro jeito. Aquela identidade que precisava da substância pode não ser mais necessária. Mas se a gente não para, se não está presente no corpo, nunca percebe isso de verdade. Nem questiona.
Eu ia pegar o que ele compartilhou e ir além.
Em algum momento da minha vida, decidi que não ia mais deixar certos pensamentos ocuparem minha mente. Por quê? Porque estava escolhendo me amar tanto que aqueles pensamentos simplesmente não faziam mais sentido pra mim — assim como ele fez com o álcool.
Começou com consciência. Passei a perceber como cada pensamento se sentia no meu corpo. O medo tinha uma sensação. A possibilidade era completamente diferente.
E quando consegui sentir essa diferença, não dava mais pra fingir que não sabia.
Parece simplista demais. Mas quando você se guia pelo coração, o seu corpo está sempre dizendo — isso não serve mais pra você.
Nesse momento, você escolhe a antiga história, a identidade que não serve mais, ou decide escolher diferente.
Com o álcool, parece claro. Com os pensamentos, nem tanto… eles são rápidos demais.
Mas vamos usar a dúvida como exemplo. Quando você pensa: não sou suficiente, será que minha ideia de negócio vale mesmo a pena? Será que sou capaz de fazer isso?
Você já sabe como isso pesa no corpo.
Nesse momento, você continua honrando a parte protetora de você mais do que o que é de verdade real.
O soldado fala muito alto.
Ele não quer que você falhe, mas também não te deixa ter sucesso.
Quando decidi largar meu emprego e construir meu negócio, a dúvida era uma substância por conta própria. “Essa é a escolha certa?” Viver dentro dessa pergunta era quase uma droga. Me mantinha segura e me mantinha pequena.
No momento em que escolhi agir mesmo assim, a vida não ficou mais fácil. Ficou mais honesta.
Tudo que eu estava varrendo pra debaixo do tapete com a segurança de um emprego veio à tona. Inseguranças. Medos. Padrões de procrastinação. Pensamentos de não ser suficiente que nunca tinham aparecido antes. Eu era muito boa no que fazia na minha vida anterior. E agora eu tinha que continuar escolhendo o amor em cada um desses momentos.
Sim, eu consigo. Sim, sou suficiente. Não uma vez. Todo dia.
E nesse processo, fui me apaixonando mais por mim. Mesmo quando minhas sombras apareciam. Mesmo quando a culpa e a vergonha vinham à tona. Havia uma curiosidade que nunca tinha sentido antes.
Quem sou eu por baixo de tudo isso? O que existe aqui quando paro de me proteger da minha própria vida?
É assim que o amor próprio se parece na prática. Não é o resultado de alguma coisa. É a forma como você escolhe caminhar. É escolher enxergar tudo que você escondia e ainda assim escolher o amor — e com muita clareza, agir a partir do que você agora sabe que é amor.
Então quando você escolhe ficar só na cabeça, duvidando, pensando demais, esperando se sentir pronto — é quase a mesma coisa que escolher a substância. Os químicos que o corpo libera no estresse crônico, na vergonha, no medo, na culpa — são extremamente tóxicos.
Seu corpo não sabe a diferença.
Você tem escolhido o oposto do amor e chamado isso de responsabilidade.
E sua alma sabe disso.
Então aquela ideia de negócio que mais te emociona? Aquele próximo nível que você sente se expandindo no coração? A parte de você que está realmente pronta para ser compartilhada, mas você tem escondido? O desacelerar para ter mais espaço para criar?
Isso não é só uma boa ideia. Isso é o amor falando.
Nem sempre vai ser fácil. Mas se você silenciar o suficiente, você sabe. E é simples.
O soldado vem fazendo o trabalho dele há muito tempo. Te protegendo. Te mantendo seguro. Ele merece sua gratidão.
Seu soldado pode fazer muito sentido. Ele tem todas as boas desculpas. Mas ele parece inquietação. Parece que algo está faltando. Parece decepção.
E sua alma está pronta para sustentar algo maior do que seu soldado jamais conseguiu.
E agora, ele pode descansar.
Então, o que vai ser?
Sua alma ou seu soldado?
Com amor,
Carolina
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