Meu Sagrado Business

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Pensei que deixar a vida fluir ia resolver. Me enganei

Como agir se torna uma prática sagrada

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Carolina Wilke
jan 29, 2026
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Por quase toda a minha vida fui uma realizadora orgulhosa. Tomar ação nunca foi realmente um problema pra mim, nada a ser evitado.

O que eu não sabia há algumas décadas atrás é que tomar ação de um lugar de desconexão se acumula com o tempo e torna a ação pesada.

Te esgota.

Eu conseguia suprimir minhas emoções muito bem e aparecer. Mas na supressão, eu estava perdendo o grande presente da ação, que é estar em contato com quem realmente é a pessoa fazendo aquilo.

Você pode atravessar a resistência porque sente ela, e no sentir você identifica suas tensões, limitações, crenças. Ou pode atravessar a resistência como eu estava fazendo antes, não sentindo nada e só fazendo.

Mesma ação aqui.

Nas duas você age. Uma causa esgotamento. A outra aumenta a conexão com sua própria essência e leva ao autodescoberta.

Eu ainda sou uma “fazedora”, mas agora consigo ver com mais clareza a diferença, quanto mais eu estou integrada com meu senso de ser, de tal forma que ser e fazer estão servindo um ao outro, quase como partes diferentes da mesma coisa.

Charles Freligh, PhD compartilhou recentemente uma citação de Thich Nhat Hanh que ilustra bem o que estou tentando compartilhar com você hoje:

“A base para a ação é ser, e a qualidade do seu ser determina a qualidade do seu fazer.”

Por algum tempo na minha vida, para me livrar da realizadora louca, aquela mulher que tinha dor de cabeça todo dia, eu tive que mergulhar mais no sentir, no ser...

Isso foi na verdade parte da minha jornada de cura, aprender a sentir que havia mais na vida do que meus olhos podiam ver. Foi ir de “eu preciso consertar isso” (a realizadora desconectada vivendo na cabeça) para “não há nada para ser consertado, eu só estou experienciando isso” (a que sente mais profundamente).

Nessa segunda fase eu me afastei do jeito de ser “eu tenho a solução para os problemas do mundo”, com meu foco constante no mundo externo, para talvez não haja problema algum para ser resolvido, mais conectada à minha experiência interna.

A realizadora em mim mudou nessa segunda fase... agora era mais tipo fazer quando eu sentia vontade de fazer - se sentir bem, faz; se sentir mal, dá uma pausa.

Ninguém estava realmente me vendo descobrir minha conexão com meu corpo, então aparecer no mundo externo estava se tornando mais esporádico, mais passivo, esperando para ver o que vinha no meu caminho ao invés de me engajar mais ativamente.

Mas aprendi que essa abordagem guiada pela emoção também vinha de desconexão e alta identificação com meus sentimentos, o que não é a mesma coisa que ser sensível.

Flutuar com as emoções é de certa forma similar à primeira versão de supressão, mas nesse caso você suprime a lógica.

Você não faz o que sabe que deveria fazer porque está tão imerso nas suas emoções e nos pensamentos de baixa qualidade que estão sendo gerados que você esquece da sua visão, dos seus desejos.

E ao invés de ir mais fundo, você fica na superfície.

Então você não faz.

Eu estava achando que ir com o flow era fazer do meu jeito ou quando eu “era guiada a fazer”, eu estava errada... entendi mal a orientação interna.

Devagar aprendi que estava sendo chamada para mais sem nem sequer saber o que mais significava.

Havia um terceiro caminho. Eu não tinha ideia de que existia.

O Padrão Que Eu Tive Que Quebrar

A realizadora em mim antes estava operando suprimindo meus sentimentos - sendo liderada pela minha cabeça na exclusão do meu coração.

O que eu estava chamando de ser na minha segunda fase era na verdade eu encontrando meu próprio coração, aprendendo a operar daquele espaço mas ainda excluindo minha mente, a poderosa realizadora que eu tinha em mim antes.

Nas duas eu ainda estava fragmentada. E nos dois exemplos a realização verdadeira não podia ser encontrada.

Minha cabeça me levou a uma carreira de sucesso numa jornada cheia de dor no corpo, dores de cabeça, enxaquecas, quartos escuros, necessidade de silêncio e me afastar de qualquer conexão com o mundo externo porque a dor era demais.

Meu coração me levou a encontrar minha paixão, meu senso de como eu estava sendo chamada para contribuir com o mundo, o que me fazia perder a noção de tempo, o que eu faria sem cobrar um centavo.

Mas na segunda, se eu não estivesse disposta a incluir minha cabeça e minha realizadora de volta no jogo, eu não seria capaz de fazer aquilo por muito tempo.

Bati num teto e o que antes era minha paixão estava se tornando um dreno.

Sem a cabeça, minha paixão só ocuparia o espaço de um hobby.

Essa fragmentação não é só minha. Vi esse padrão validado no lugar mais inesperado essa semana.

Assisti uma entrevista com Tony Robbins e Alex Hormozi que validou isso tanto pra mim. Tony fala sobre a arte da realização e a ciência da conquista.

Vejo isso como nossa capacidade de honrar a cabeça e o coração.

Phil fez um comentário que mexeu comigo:

“O padrão é consistente o suficiente para eu apostar minha credibilidade nisso: como você constrói se torna como você opera.”

Meu primeiro negócio foi construído do meu coração, com muito pouca integração da minha mente. Isso se tornou como eu o sustentei - principalmente coração.

Me sentia bem por dentro, mas não tão bem por fora.

O oposto completo do exemplo do Alex: eu não me sentia vazia por dentro. Mas limitei meu impacto, o quanto eu poderia ajudar os outros, e minha própria capacidade de criar experiências na minha vida.

Eu e ele, estávamos ambos operando de fragmentação.

Agora você conhece os dois extremos - cabeça sem coração leva ao sucesso sem alegria. Coração sem cabeça leva à paixão sem alcance. Ambos te deixam incompleto.

A realizadora precisa encontrar o ser.

Espero que meus exemplos tenham te ajudado a ver o poder da integração. Quando assisto alguém como Tony Robbins, vejo alguém que parecer operar num espaço integrado. Ele alcança realização, níveis extremamente altos de riqueza e abundância.

Mas parece que seu coração lidera sua missão, mas sua mente constrói os sistemas para escalar.

Isso é o que se torna possível quando ambos trabalham juntos.

Então te convido a pausar e ver: de onde seu sistema está principalmente operando? Cabeça? Coração?

Não é uma mudança da noite para o dia. Mas o que posso te dizer é que você pode AGORA escolher integrar ambos.

Tim Denning postou uma nota que traduz uma forma de integração do coração e mente lindamente:

Faça o que você ama mas aprenda vendas e marketing para não passar fome.

Sua mente é quem vai te guiar para fazer as estratégias que funcionam, trabalhar na estrutura, estudar e entender marketing e vendas, ter clareza sobre sua própria oferta.

Seu coração vai liderar tudo isso.

Você vai aprender a vender algo que realmente importa pra você, a estrutura vai servir seu fluxo, sua essência.

Seu marketing vai ser um espelho de como você se sente no seu coração. Seu coração vai te ajudar a atrair seus clientes, escolher seus mentores.

Vai te ajudar a confirmar com quem você deveria estar colaborando, fazendo parcerias. É um sentimento que você conhece no seu corpo mas com a clareza na sua mente de por que você está fazendo o que está fazendo e onde você quer ir.

Integração acontece quando seu coração lidera a visão e sua mente se torna sua parceira sagrada.

Não acredito que você possa experienciar sucesso completo excluindo um ou outro.

Quando li essa nota da Dr. Julie Gurner imediatamente senti, sim, fazer minha própria coisa, é isso.

O ser e o realizador juntos compensam.

É tão fantástico simplesmente fazer sua própria coisa na vida...

As pessoas podem estar loucas de raiva... mas meu deus, isso compensa.

Você toma ação, sente a resistência, faz com todo o seu ser, e solta. As pessoas podem não gostar. Mas você está seguindo seu caminho.

Quando a Ação Te Mostra Quem Você Não É

Através do meu fazer agora, tenho tanta clareza de quem eu não sou.

Quando você posta uma opinião forte e sente o medo de julgamento - mas posta mesmo assim porque está conectado a servir algo maior que você.

Naquele momento, você sabe: você não é aquele que teme ser julgado.

Quando você alcança pessoalmente alguém para compartilhar seu trabalho e sente aquela voz que diz “quem você pensa que é” - mas alcança mesmo assim.

Naquele momento, você sabe: você é pura energia criativa.

Quando você grava um vídeo sabendo que as pessoas podem discordar, sabendo que está se expondo - mas faz mesmo assim porque seu coração está liderando.

Naquele momento, você sabe: você não é aquele que precisa que as pessoas concordem.

Você faz completamente e você solta.

Você não faz pelas curtidas, pelo reconhecimento, pelos aplausos. Você nem faz para convencer os outros, mostrar que tem uma solução. Você só faz pelo seu próprio processo de descoberta.

Você sente a resistência e a experiência interna, e atravessar aquela resistência se torna mais interessante pra você do que o que quer que as pessoas vão fazer com o que você compartilhou.

É na ação, no realizador agora, que você tem a oportunidade de encarar as partes de você que te mantêm protegido, as partes de você que têm medo da sua própria luz.

E aqui, o ser está enraizando o realizador, e essa união é libertação.

Você pausa, você faz, você sente, e você solta. E repete.

O Corpo Sabe

Como o corpo. Se você não tem dor crônica ou nenhum problema de saúde maior, quando está caminhando ou só sentado você não sente tensão ou dor. Mas quando você começa a se mover é que você sente suas limitações. E uma vez que vê, pode trabalhar com elas.

Você pode respirar através delas e trazer flexibilidade para um espaço onde a rigidez ocupa.

Na nossa aula de embodiment semana passada, Phil Powis disse algo super ligado a essa tema:

Somos feitos para fazer. Enganamos a gente mesmo - sentados na nossa cabeça achando que estamos ‘sendo’ mas na verdade estamos só rodando tagarelice mental.

No minuto em que você solta essa história e entra no fluxo, seu único compromisso é com presença. Enquanto você está presente com o que está fazendo, isso É ser.

Quando você está segurando uma postura de yoga e atinge seu limite, você intensifica a tensão no seu corpo. Você encontra seu limite físico - você não consegue abrir sua perna mais que aquilo. Mas ao invés de sair da postura, você fica lá e escolhe a respiração.

Conforme você fica e foca na respiração ao invés da resistência, a cada expiração seu corpo solta um pouco mais. Você ganha flexibilidade. Você cria espaço para uma versão mais flexível de você existir. E porque tudo está conectado, você também está convidando flexibilidade para o seu cérebro, para a sua vida, para novas formas de ser.

Mesma coisa na vida. Se você não toma ação, se você não se permite fazer o que precisa ser feito, o que a vida está colocando na sua frente, você não consegue ver as partes de você que bloqueiam sua própria essência.

Então como você realmente pratica isso? Existem formas de você intencionalmente começar a integrar coração e mente no seu corpo, construindo a união entre ser e fazer.

Aqui está como:

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