A gripe teve um timing melhor que o meu
Eu ia apresentar para a audiência do Leo Babauta hoje.
Escrevi a maior parte disso deitado na cama, onde estou desde a terça-feira passada com uma febre que chegou a 40,5°C e me mandou direto pro pronto-socorro. Uma infecção respiratória bem chata.
Estou me recuperando aos poucos. Mas o timing de tudo isso foi desconfortável de um jeito específico, e quero compartilhar um pouco mais sobre isso.
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Hoje eu ia fazer uma apresentação para a audiência do Leo Babauta sobre como crescer no Substack com uma abordagem focada em comunidade. Uma sala cheia de pessoas que eu estava animado pra apoiar e conhecer. Sabia disso há semanas.
Tinha quatro horas bloqueadas na minha agenda na quinta-feira passada pra me preparar.
Você provavelmente já sabe onde isso vai parar.
Não me preparei antes porque fui me convencendo de que queria que ficasse fresco. Que ia fazer direitinho na semana anterior. Que esperar fazia sentido estrategicamente. Acreditei nisso com tanta convicção que coloquei o bloco na agenda e parei de pensar no assunto.
O que estava acontecendo de verdade é que, mesmo depois de muitos anos fazendo esse trabalho, ainda tem uma parte de mim que não confia completamente em si mesma para falar com precisão.
Falar de coração — essa parte eu confio.
Mas ainda existe um gap em mim entre o que eu sei e a crença de se consigo fazer isso chegar do jeito que eu quero pra uma sala cheia de pessoas.
Esse desconforto fazia o bloco na agenda parecer suficiente.
Duas ou três semanas atrás, percebi que estava fazendo isso. Percebi — e mantive o bloco no lugar de priorizar um horário mais cedo pra começar a trabalhar nisso.
Esse é o mesmo padrão que eu costumo nomear para os meus clientes. O adiamento justificado. A lógica que soa razoável e empurra a coisa desconfortável longe o suficiente para que o hoje pareça tranquilo. Não parece fuga quando tem um bloco na agenda envolvido.
Não vou fazer a apresentação hoje. Entrei em contato com a equipe do Leo e eles, super solícitos, remarcaram para a semana que vem. A decisão certa, porque estou sem voz. Cada frase provoca uma tosse que não serviria de nada pra nenhuma audiência. Esse é o motivo real de eu não estar lá hoje.
Mas enquanto observava minha própria mente essa semana, percebi que as outras coisas também estavam lá. O incômodo com a precisão. A preparação incompleta. Não vou fingir que não estava.
Algumas decisões parecem fuga e não são.
Aprender a diferenciar também faz parte do trabalho.
A Carolina e eu ajudamos pessoas a perceber que o gap entre saber e fazer nem sempre é um problema de conhecimento. Muitas vezes é um problema do corpo, do sistema nervoso, de identidade. O gerenciador de tarefas não precisa de mais funcionalidades. A agenda não precisa de uma estratégia melhor de bloqueio de tempo. O que precisa acontecer geralmente já é óbvio — e o que está no caminho não é uma falha de planejamento.
Eu sei disso, e mesmo assim me vi vivendo a versão oposta.
Compartilho isso porque essa é uma condição real de fazer esse trabalho. Os padrões não desaparecem porque você consegue nomeá-los.
O que você consegue é ser mais rápido em perceber. Às vezes.
Com carinho,
Phil
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