Quem sou eu sem os meus medos?
É uma pergunta que eu não paro de fazer. A resposta não para de evoluir. E cada vez que evolui, minha vida fica maior.
A verdade é que, se a gente não faz a pergunta, nunca vai saber a resposta. E a maioria de nós vai morrer sem nunca ter vivido essa versão de si mesmo.
Essa semana eu tive algumas conversas lindas que me inspiraram a escrever isso. Uma delas foi com Marc Engel (em inglês) durante o episódio mais recente do In Full-Light.
A gente pediu pra ele compartilhar uma coisa da qual ele se orgulha por ter construído o negócio dele, e ele disse:
“Eu me orgulho de ter decidido tentar.”
Eu fiquei toda arrepiada! Sim.. tentar! Empreendendorismo é isso!
E ele nos contou que só conseguiu construir o que construiu, e se tornar quem é, porque não escolheu o caminho seguro.
Essa versão dele é a resposta para uma pergunta que ele fez anos atrás, e o mundo tem sorte de ele ter tido a coragem de sair das muralhas dos próprios medos.
Quantas vidas deixam de ser vividas por causa do medo? Um medo que, na maioria das vezes, nunca vai se materializar.
E mesmo que se materialize, e daí?
A gente é tão apegado aos resultados que qualquer coisa que não sai como esperado vira erro. Aí a gente aprende: se não deu certo, eu falhei, e não devo arriscar de novo.
E é assim que as muralhas vão sendo construídas. Cada vez mais altas, feitas de medo. A gente chama de segurança ficar dentro delas, e de irresponsabilidade cada passo dado para fora.
Isso aqui não é sobre ser irresponsável.
Na verdade, eu quero trazer uma reflexão mais profunda aqui. Pesquisadores da Penn State acompanharam pessoas com preocupação crônica e descobriram que mais de 90% das preocupações delas nunca se concretizaram. Para cerca de uma em cada quatro pessoas, nenhuma preocupação se concretizou. O medo vivia só na mente, e em nenhum outro lugar.
Eu me pergunto quanta força vital criativa a gente desperdiça dentro dos nossos medos. Quantas aventuras morrem em nome da segurança.
Quantas versões do paraíso nunca chegam a existir no mundo físico, porque a gente se torna os próprios medos.
Porque a gente constrói uma vida a partir de decisões baseadas no medo.
Em nome de uma falsa sensação de segurança, a gente vive desconectado da própria essência, se contentando com uma vida medíocre e chamando isso de responsabilidade.
Mas como isso pode ser?
Ser responsável significa ser capaz de responder. E se você está vivendo uma vida protegida, comandada pelos seus medos, você não está respondendo a nada. Você está só reagindo. Nem sequer à realidade, mas a uma versão antiga de você mesmo.
Uma versão que aprendeu que a vida é algo que se sobrevive, não algo que se constrói.
Quem sou eu sem os meus medos? Eu estou me descobrindo nesse processo, e não consigo parar de fazer essa pergunta.
Se você for honesto, a resposta revela um caminho. O caminho da sua alma.
A idade não importa. Eu acredito que essa é uma pergunta atemporal, e nunca é tarde demais para encontrar a resposta.
A liberdade, a abundância, o sentido de servir que você está buscando moram exatamente onde está o seu medo. Não existe atalho.
Quem é você sem os seus medos? Você é alguém enraizado na sua verdade, conectado ao espírito, vivendo uma vida guiada pela sua sabedoria interior.
Se você ainda não fez essa pergunta, agora é um ótimo momento. Não tenha pressa com a resposta. Respire profundamente algumas vezes antes de perguntar, e se abra para receber.
Com amor,
Carolina
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