022: Eu achava que amar o meu trabalho não era pra gente como eu
Confissões de um caso perdido recuperado
Recebi uma mensagem no começo dessa semana sobre a conquista de um cliente. Logo depois de checar a minha agenda do dia, vieram lágrimas que eu não esperava.
Que dia de trabalho divertido eu tinha pela frente, e que alegria testemunhar conquistas assim.
Eu transbordava de gratidão. Olhei pela janela e a única coisa que eu conseguia dizer era obrigado, obrigado, obrigado.
Obrigado, vida, por tanto.
Mandei uma mensagem pro Phil Powis ❤️⚡️ , expressando a minha alegria e gratidão por ter ele como parceiro nessa aventura.
Aí me deu vontade de escrever isso.
Isso é pra você que se sente desanimado, frustrado, com tanto medo de que nunca vai chegar lá. Que sente que a sua vida profissional suga a sua energia e sempre sugou. Que sabe que tem mais, mas se sente perdido sobre como chegar lá.
Isso também é pra você que faz o que ama, mas as suas metas financeiras nunca se estabilizaram de verdade pra sustentar o que você precisa pra uma vida abundante pra você e pra sua família.
É possível, mas não desista. Não troque o que está no seu coração por nada. Não deixe o medo e a decepção te convencerem de que isso não é pra você.
É sim.
Eu achava que era um caso perdido. Achava que nunca ia amar de verdade o meu trabalho. Que essa era a realidade da maioria das pessoas, de qualquer forma.
Não acredite nisso.
Se você tivesse me perguntado 10 anos atrás se eu estaria fazendo o que faço hoje, eu nunca teria imaginado.
Mas se eu olho pra trás e reavalio o que me trouxe até aqui?
Eu diria resiliência.
Nunca desistir, e seguir todos os sinais que eu conseguia perceber de que o meu coração sempre esteve certo. Nunca deixar que os meus pensamentos de medo e frustração ditassem como a minha vida ia se desenrolar. Em vez disso, usei eles como combustível pra descobrir formas diferentes de criar conscientemente o que eu queria e deixar a vida me surpreender.
Estar perto de pessoas que acreditavam na mesma coisa que eu fez toda a diferença. Era uma forma de me lembrar: tem gente conseguindo, então eu também posso. Eu não sou louca, eu não estou sozinha.
O que me manteve em movimento não foi só a resiliência nos momentos difíceis. Sempre teve uma empolgação sobre onde eu estava indo. Gratidão por onde eu estou, sim, mas sempre uma atração por algo maior do que eu acreditava poder ter naquele momento.
Desejar mais me chamava direto pra minha essência.
E em vez de empurrar isso pra longe, eu aprendi a tornar isso seguro. A construir capacidade suficiente no meu sistema pra sustentar o desejo sem me culpar por ainda não ter aquilo. A deixar que ele exista com gentileza e cuidado, sem sufocar ele em nome de continuar em paz onde eu estava.
Esse é justamente o trabalho que a gente faz no Radiant Flow, a nossa comunidade de embodiment dentro do Sacred Business Flow. Construir essa capacidade pra que o desejo não precise ser reprimido nem perseguido desesperadamente.
Ele pode simplesmente guiar.
A outra parte foi a ação. Questionar as crenças que o meu corpo segurava como verdade absoluta. E muitas vezes, dar um passo antes de conseguir ver o chão por completo.
Tem um ditado: você dá o passo e o universo te dá o chão.
É verdade. E é assustador.
Mas foi assim que eu encontrei o caminho pra algo que eu nunca poderia ter planejado.
Hoje, eu encontro a minha criança interior nos meus dias de trabalho. Brincadeira, curiosidade, encantamento. Isso não são exceções nos meus dias, estão vivos na maior parte do meu dia a dia. Não são mais sentimentos que eu sinto só quando estou viajando ou de férias.
Fazem parte de uma quarta-feira normal, quando a minha agenda está cheia de calls e é basicamente um dia inteiro na frente do computador.
Unir alegria e dinheiro. Isso não foi uma conquista que eu desbloqueei. Foi um presente. Um presente que eu tive que me tornar disponível pra receber.
Eu não preciso ser infeliz ganhando dinheiro nem estar duro fazendo o que amo.
Eu posso amar o que faço e ganhar dinheiro ao mesmo tempo. Esse jogo é meu e eu crio as regras.
Com você é igual.
A resposta está no seu coração. A sua mente vai te desafiar, até que ela embarque junto, porque o sentimento é tão forte que você não consegue negar.
Olhando pra trás agora, eu consigo ver que cada parede em que eu bati estava, na verdade, construindo algo. As coisas que deram certo e as que não deram estavam todas me movendo na mesma direção, porque eu nunca deixei morrer o desejo de experienciar mais da minha essência.
Então quando você diz “isso não deu certo”, eu quero te convidar a pausar aí. Será que não deu? Ou só não te deu o resultado que você estava medindo naquele momento?
Se você tem uma intenção clara de onde está indo, nada é desperdiçado. O lançamento que falhou, o cliente que disse não, aquela coisa que você construiu e ninguém comprou. Tudo isso estava construindo capacidade, afiando algo, te preparando pro que está por vir.
Mas tem uma condição. Você tem que continuar nisso. Você não pode parar em “não deu certo” e se calar. Você precisa decidir que vai acreditar que isso é pra você também.
Não importa quanto tempo vai levar.
Enquanto você estiver em movimento, enquanto o seu coração ainda estiver nisso, tudo está te servindo.
Estou tão feliz por nunca ter desistido. Eu faria tudo de novo só pra estar onde estou agora. E eu sei, lá no fundo do meu coração, que só melhora cada vez mais.
Vitalidade, alegria, diversão, entusiasmo e ganhar dinheiro podem caminhar juntos.
Com amor,
Carolina
Publicações que valem o seu tempo
Bruna Antunes - Newsletter da Bruna
Encontrei essa semana um texto que mexeu comigo, toda vez que paro diante de uma reflexão dessas, meu coração se enche. Nele, ela fala sobre a pergunta fundamental: o que eu quero?
Acho que ela tem razão quando diz que essa pergunta deixa a gente confuso, e que depois dela vêm milhões de outras. Mas eu também acredito que é só desacelerando o suficiente pra responder essa pergunta que a gente consegue experienciar clareza e completude.
Interessante pra mim, e como compartilhei no meu texto aqui em cima, seguir o que eu quero não necessariamente me levou a ter exatamente o que eu achava que queria, na minha experiencia profissional foi muito melhor do que eu imaginava. Mas também me levou exatamente aonde eu precisava ir pra descobrir mais e mais de mim, e, nessa jornada, ter clareza sobre o que eu não quero. E isso também é uma pergunta fundamental.
Enfim, é uma pergunta que eu sempre faço pra mim mesmo e que trabalho com os meus clientes: o que você realmente quer? E se você não conseguir responder, siga se perguntando. Porque tem muita gente por aí vivendo a vida que outra pessoa e não eles mesmos queria pra eles, e isso é receita certa pra frustração e infelicidade.
A Bruna cita o livro - O Caminho do artista da Julia Cameron! Super recomendo também!
Pronto pra ir além da leitura? O Servir & Receber é um programa de 7 dias onde a gente trabalha juntos clareza de valor, comunicação e as bases do seu negócio.
E se você fala inglês, nossa publicação Sacred Business Flow pode te interessar — é uma ótima forma de ampliar sua visão e expandir seu network fora do Brasil.



