020: O pêndulo que comanda o seu negócio
e mais uma história da Carolina sobre a mãe dela e uma cerveja.
A partir desse mês, notas das nossas ligações “Wonder Questions” - esse é um beneficio do nosso Network em ingles, uma hora por mês nos juntamos com empreendedores para conversar sobre negocio e espiritualidade, se voce fala ingles e tem interesse, clique aqui para saber mais.
Tem uma call que a gente faz todo mês e que a gente quase não mencionou aqui na Newsletter. A partir de hoje, isso muda.
Ela se chama Wonder Questions. Mais de 200 de vocês já fazem parte do Sacred Business Network, e um grupo de nós aparece ao vivo todo mês. Dura uma hora. A gente escolhe um trecho de um autor ou professor com quem estamos estudando. A Carolina ou eu lemos em voz alta. Depois abrimos algumas perguntas que não têm respostas certas. As pessoas compartilham o que está realmente vivo pra elas no negócio e na vida. A gente escuta. A gente compartilha. Uma hora depois, você enxergou algo sobre o seu negócio ou sobre você mesmo que não conseguia ver quando entrou no Zoom.
Uma vez por mês, a partir de agora, vou compartilhar o que surgiu nesse espaço. Não o que cada pessoa disse individualmente — isso fica na sala. Mas o ensinamento com o qual ficamos, alguns pensamentos da Carolina e alguns meus.
Então é isso o que aconteceu esse mês.
A gente leu um trecho de um livro chamado Reality Transurfing, de Vadim Zeland. A passagem era sobre pêndulos.
Um pêndulo é o que acontece quando um grande grupo de pessoas se agita com a mesma coisa na mesma frequência. Pense em jogos de futebol, redes sociais, notícias, uma briga política. Quando pessoas suficientes alimentam a mesma emoção na mesma frequência, essa energia começa a se comportar como uma entidade própria. Ela puxa mais pessoas pra dentro. E se alimenta de qualquer atenção que você dê a ela — inclusive a atenção que você dá sendo contra.
A pessoa que não consegue parar de rolar o feed com raiva e a pessoa que não para de falar pra todo mundo como as redes sociais são um problema estão presas no mesmo pêndulo. Energia é energia. O pêndulo não liga pra qual lado do argumento você está.
A saída é o que Zeland chama de desengajamento. É mais sutil do que parece.
Você não precisa sair da situação. O seu comportamento externo pode continuar o mesmo. O que muda é por dentro. Você sente o chamado e não se agarra.
Esse conceito foi uma das coisas mais úteis que li ao longo dos anos pra forma como conduzo o meu próprio negócio.
Depois de tantas conversas com pessoas construindo negócios guiados pelo coração, eu vejo a mesma montanha-russa em todo lugar. Você entra num estado elevado — um trabalho de visão, uma call de coaching incrível, um momento de clareza real. Sente que está no topo da montanha. No dia seguinte, tudo desmorona. Uma semana depois você está duvidando de tudo. Depois sobe de novo. E desce outra vez. É o mesmo pêndulo, só que esse você mesmo colocou em movimento.
A Carolina compartilhou na call que a liberdade não está em nenhum dos lados do pêndulo. Ela está no meio — no que ela chama de neutralidade. Você está presente com as pessoas, atento, simplesmente sem se deixar ser arrastado pela correnteza.
Ela contou uma história pra tornar isso concreto. Alguns anos atrás, ela estava no meio de um divórcio, tinha mudado de país, estava indo de Airbnb em Airbnb com os filhos, e acabara de perder uma parte significativa do dinheiro dela. A mãe foi visitá-la e o que a Carolina recebeu? Um grande presente.
A mãe dela disse: essa situação está tão ruim que só nos resta comemorar.
Sim, no meio da merda… comemore.
Vamos tomar uma cerveja. Foram. Riram da situação.
O pêndulo quebrou ali mesmo.
Pra mim, essa prática aparece mais quando o assunto é vendas. Eu costumava travar no momento em que uma conversa de vendas ficava séria de verdade. Agora, quando percebo esse chamado, me levanto da mesa e coloco uma música. Danço por 30 segundos, um minuto. Parece ridículo se você visse. E funciona.
Meu corpo se lembra de que tem uma escolha.
Era nisso que a call continuava voltando. Você não precisa lutar contra o que está te puxando, e não precisa se retirar das coisas. O trabalho é mais simples do que isso. Lembre-se do que não é seu, e escolha em qual frequência você realmente quer estar.
É esse tipo de conversa que nos levou a criar o Network. Tem muitos lugares online pra falar sobre funis, precificação e crescimento no Substack. Mas poucos onde você pode sentar com pessoas que já entendem o que significa construir um negócio de dentro pra fora, e explorar as perguntas reais que mudam como você aparece no trabalho.
Se você quiser estar na sala na próxima, a gente acabou de criar uma nova página para o Network. Você pode ver um pouco mais sobre o perfil das pessoas que aparecem nessas calls, ler como elas são de verdade, e decidir se faz sentido pra você.
Entre para o Sacred Business Network →
Até a próxima.
Phil
Publicações que valem o seu tempo
Encontrei essa publicação por acaso essa semana, e o nome me fisgou na hora. Sou fã de grupos de suporte — na minha filosofia, junto a gente vai mais longe. Se você é mulher e escritora, pode ser que encontre uma tribo aqui no Substack com o Clube das Mulheres Escritoras.
A proposta é simples: textos originais, contos e crônicas em torno de um tema, além de eventos, entrevistas e podcasts. Vale uma olhada.
Motivos pra celebrar
Queria dedicar esse espaço à minha cachorrinha que faleceu essa semana. Talvez você se pergunte: mas por que celebrar a morte? É uma outra forma de quebrar o pêndulo, parecida com o que a minha mãe me ajudou a fazer no episódio que o Phil contou acima.
A morte faz parte, e celebrar a vida dela com a gente por mais de 10 anos me fez conectar ainda mais com o presente de estar viva. Choramos, ficamos tristes, minha filha fez um altar para a Chanelle, e saímos para almoçar, brindamos e agradecemos pela vida dela com a gente.
A saudade vai ficar… e tá tudo bem. Mas tem uma diferença entre sentir a falta com amor e se prender na dor. Ela cumpriu o tempo dela aqui com muito amor.
Honrar isso é seguir em frente também.
Não acho que celebrar seja algo reservado para quando as coisas acontecem como a gente quer. Acredito que celebrar é um ato de aprofundar a nossa conexão com o invisível, honrando a vida como ela é.
Obrigada, Chachá, por tanto! 🤍
Pronto pra ir além da leitura? O Servir & Receber é um programa de 7 dias onde a gente trabalha juntos clareza de valor, comunicação e as bases do seu negócio.
E se você fala inglês, nossa publicação Sacred Business Flow pode te interessar — é uma ótima forma de ampliar sua visão e expandir seu network fora do Brasil.




