017: Quando o desejo encontra a história de que você não é suficiente
Por que certos desejos aparecem como inveja e ficam por lá
Não existem emoções erradas.
Mas existem emoções que a gente colocou quietinho numa lista de “não é permitido sentir”.
E no momento em que a gente decide que uma emoção não deveria ser sentida, a gente não a elimina… o que a gente faz, na verdade, é reorganizar a própria vida pra evitá-la.
O cérebro não armazena eventos, ele armazena previsões de emoção. E como a função dele é nos manter seguros e nos ajudar a sobreviver, os sentimentos que foram registrados como perigosos começam a moldar o que a gente se permite fazer, falar, querer e buscar.
Sem perceber, nossa vida vai se organizando em torno de evitar certas experiências internas.
E quando a gente vive assim, as nossas escolhas deixam de ser orientadas pela expansão — e passam a ser orientadas pela proteção.
É por isso que a gente trava nos momentos que importam — não porque não sabe o que fazer, mas porque não está disposto a sentir o que pode vir junto com o ato de fazer.
Como quase tudo na vida, as emoções não são preto no branco. Dentro de uma única emoção existe um espectro inteiro de experiências possíveis.
A inveja nasce no mesmo lugar onde o desejo nasce. Antes de virar pensamento, ela é um impulso, um movimento em direção a algo. É um reconhecimento físico — algo em mim responde àquilo. Eu vejo no mundo exterior e isso chama minha atenção.
O desejo enraizado é o sinal para a expansão.
Quando o desejo nasce e encontra as nossas histórias de não ser suficiente, de não se sentir capaz, da ideia de que estamos separados do todo — ele se transforma naquele sentimento adoecido de: por que ela tem isso e eu não? Eu não deveria querer isso pra mim.
Ela conseguiu porque… mas isso não é pra mim. Enquanto a energia do desejo tenta subir no corpo, ela bate na relação que você tem consigo mesmo, e na história de que o que eu realmente quero não está disponível pra mim — ou de que eu não sou capaz de criar isso…
A inveja, quando explorada de forma saudável, não tem nada a ver com a situação, nem com a coisa, nem com as outras pessoas… ela nem está te dizendo o que te falta. Ela está revelando com o que você tem uma relação, mas ainda não está em expressão.
O que você tem chamado de inveja — talvez tentando evitar sentir de vez — é só o seu desejo encontrando a versão de você que não acredita de verdade que pode ter isso. Ou que não é capaz. Ou até a versão que não acredita que merece.
A inveja, no seu potencial, está revelando onde você rejeita a sua própria expansão.
Da próxima vez que sentir isso, em vez de projetar pra fora e tratar como algo errado — abra-se para receber a mensagem que ela carrega. Ela tem um presente pra você. Mas quem vai abrir esse presente não é o mesmo que ficou evitando ele por tanto tempo.
A versão de você que não se sente suficiente, não se sente capaz, não se sente merecedora — essa não vai construir o negócio sagrado que você fica olhando e desejando baixinho que fosse seu.
Mas a que explora o não-ser-suficiente, que senta com a incapacidade e dança de frente pra crença de que não merece — essa vai.
Com amor,
Carolina
Publicações que valem o seu tempo
EPL — Conscious Narrative Pilot - Edvaldo Pereira Lima
Conheci o Edvaldo num evento no interior de São Paulo e, nos poucos momentos que pudemos conversar, tivemos uma conexão forte — como a de duas pessoas que estão aqui em missão e têm clareza sobre ela.
O Edvaldo é escritor entre muito mais e mentora pessoas para encontrarem a própria escrita.
Recentemente lançou a publicação dele aqui no Substack, e o trabalho dele pode ser explorado em três línguas: português, inglês e espanhol.
Se autoexpressão é algo que te interessa, acho que vale a pena seguir.
Motivos pra celebrar
Celebrando as belezas do Brasil, no momento me encontro dividindo meu tempo entre o interior de São Paulo e a linda cidade do Rio de Janeiro, e a cada viagem, a cada instante aqui e lá, me sinto abençoada por ter nascido nessa terra tão maravilhosa.
Essa semana mesmo estava conversando com uma mãe na escola dos meus filhos sobre como ter saído do Brasil e morado fora por tanto tempo me ajudou a ver o quanto esse país é especial.
Em todo lugar acontecem coisas boas e ruins, tem pessoas boas e outras nem tanto e depois de viajar para mais de 25 países e morar fora por mais de 10 anos, posso dizer: o Brasil é muito, muito especial.
Então essa semana, nessa seção de motivos para celebrar, eu celebro a beleza do Brasil… junto com o sorriso e a generosidade do povo.
Segue uma fotinho da nossa janela bem cedinho lá no Rio. É de tirar o fôlego.
Pronto pra ir além da leitura? O Servir & Receber é um programa de 7 dias onde a gente trabalha juntos clareza de valor, comunicação e as bases do seu negócio.
E se você fala inglês, nossa publicação Sacred Business Flow pode te interessar — é uma ótima forma de ampliar sua visão e expandir seu network fora do Brasil.





