016: Por que ela não conseguia publicar no Substack
Não tinha nada a ver com escrita
Numa ligação essa semana com uma cliente, passamos uma hora entendendo por que ela não estava publicando no Substack.
Ela tem o tema. Tem expertise de verdade, muita energia em torno do assunto, e meses de material de um workshop que vem construindo.
Então por que ela não estava escrevendo?
Porque toda vez que imaginava “escrever”, se via sentada na frente de uma tela em branco tentando tirar algo do nada. Ela odiava essa imagem. Então evitava. E aí concluiu que não sabia escrever.
Na metade da ligação, compartilhei algumas coisas que faço. Na prática, não escrevo em frente a uma tela em branco. Eu caminho. Falo comigo mesmo enquanto caminho, gravo esse papo num app que transforma tudo em nota pesquisável. Depois deixo uma IA me fazer perguntas sobre o que eu disse, até a ideia ficar afiada o suficiente pra eu conseguir usar. Quando me sento de verdade, a parte de “escrever” é basicamente organizar o que já existe.
Ela ficou em silêncio por um instante. Depois disse:
“Isso é um workshop inteiro que você deveria estar ensinando. Como a gente acha que é pra escrever versus como a gente realmente escreve. Eu pagaria muito dinheiro pra ir nesse workshop.”
Ela tinha herdado uma definição de escrever como sentar-na-frente-de-uma-tela-em-branco. Nada nessa imagem combinava com a forma como ela realmente gera ideias — e ela nunca tinha questionado essa incompatibilidade. Então o problema tinha que ser ela. Mas ao longo de uma única hora naquela call, a confiança dela no próprio plano foi de 6 pra 8/10.
Tudo por ressignificar o que escrever realmente é.
O padrão não se limita à escrita.
"Não consigo me mostrar" geralmente significa "não consigo me mostrar do jeito que decidi que isso tem que ser."
O mesmo vale pra precificação, pra vender, pra cobrar o valor certo. O bloqueio quase sempre está um nível abaixo da ação — na imagem que a gente tem de como fazer aquilo é suposto parecer.
O que mudou pra ela foi a abordagem.
Caminhar virou o principal modo de gerar ideias. A IA entrou no papel de entrevistadora em vez de ghostwriter. Os workshops dela começaram a alimentar seus artigos, os artigos alimentando suas ofertas, as ofertas alimentando sua visibilidade.
Nenhuma dessas ferramentas é nova por si só.
Montadas na ordem certa, elas mudam toda a experiência do trabalho.
Com amor,
Phil
Publicações que valem o seu tempo
(sugeridas pela Carol)
O Estrangeiro
Se você quer criar novos caminhos neurais, recomendo O estrangeiro aqui no Substack.
Ousadia e questionamento em todo texto. Pra mim, é aquela visão de mundo que eu prezo e tento viver cada vez mais: nada está fora do alcance de ser questionado.
Se você já sabe que a sua opinião não é a verdade, e está aberto a se questionar e questionar o mundo ao seu redor, você vai curtir.
Motivos pra celebrar
Entrevista com Morena Cardoso - clique aqui para assistir (em inglês)
Entrevistar pessoas é uma das nossas partes favoritas do Sacred Business Flow. Por enquanto tem sido em inglês … mas quem sabe um dia a gente chega lá em português também.
E por falar nisso: se você tem um negócio lucrativo, construído com o coração, que te dá o estilo de vida que você sempre sonhou, me fala. E se você fala inglês, de repente a gente se encontra na nossa publicação de lá.
Mas hoje eu vim celebrar. Essa entrevista já faz um tempinho, mas ela merece ser celebrada agora. É com uma brazuca que eu admiro demais: a Morena Cardoso , e o trabalho lindo que ela faz pelo mundo.
Pronto pra ir além da leitura? O Servir & Receber é um programa de 7 dias onde a gente trabalha juntos clareza de valor, comunicação e as bases do seu negócio.
E se você fala inglês, nossa publicação Sacred Business Flow pode te interessar — é uma ótima forma de ampliar sua visão e expandir seu network fora do Brasil.





