008: O marketing salvou o meu chamado
A prática espiritual disfarçada
Eu diria que, na maioria das vezes, o problema não é o seu sonho, a sua paixão ou o seu chamado.
O problema são as ações desalinhadas que você continua tomando.
Bati em muitas paredes no meu negócio anterior. Mas armado de boas desculpas espirituais, continuei batendo na mesma parede e culpando o universo.
Quase tornei o meu chamado errado.
Achando que talvez aquilo simplesmente não fosse pra mim.
Parecia esforço demais, como nadar contra a corrente. E de fato, era isso que eu estava fazendo.
Quando a vida me convidou a servir de uma forma diferente do que eu vinha fazendo, a semente foi plantada como um desejo de compartilhar. Uma sensação sem peso, sem nenhum senso de necessidade. Era só uma sensação de possibilidade e entusiasmo no coração de que eu poderia fazer algo a mais.
A vida tem o seu jeito de falar com a gente. Ela fala numa linguagem que desafia a lógica, pelo menos na minha experiência.
Nem todo negócio é igual. Mas o meu negócio começou como um chamado, como um convite para algo que eu não conseguia nem colocar em palavras.
Eu só sabia que tinha que seguir.
Veio primeiro como a minha própria cura, depois como um mergulho mais fundo em mim mesmo e um questionamento da vida em todos os aspectos. Desse espaço, surgiu alguma clareza, e depois o desejo de compartilhar. E desse desejo, em algum momento ficou tão alto que quase parecia uma obrigação.
Eu tinha que fazer aquilo. Não importava como.
Eu não estava construindo no mundo online. Estava longe do mundo do coaching mas, de longe, rejeitava tudo o que parecia com vendas e marketing que eu via na internet.
Achei que esse seria um jogo que eu não precisaria jogar. Eu estava acima de tudo isso.
Estava co-criando com o universo e sendo guiada a servir a minha alma.
Quem precisa de marketing e vendas quando está seguindo a própria alma?
Eu achei que não precisava. Estava errada.
Estava rejeitando algo que nem entendia direito.
As promessas vazias, as pessoas que sabem tudo com aquela pose de poder, a promoção pague R$1.000 por algo que vale R$10.000 e corre só até amanhã, compre agora.
Pra mim, isso era tudo o que eu não queria ser.
Também achava que marketing era pra quem já estava bem estabelecido. Sabe, aquele pessoal que quer escalar, crescer de verdade. E naquele momento inicial, não era o meu caso.
Eu estava certa nisso. Eu não estava no ponto de escalar o negócio. Mas estava no momento certo de construir uma base sólida que sustentasse o que quer que “grande” significasse pra mim — e isso também é marketing.
Só que eu não sabia.
O que eu sei hoje e gostaria de ter sabido no meu primeiro ano?
O que a gente vê como marketing — posts em redes sociais, anúncios, campanhas de e-mail, funis de vendas, estratégias de conversão, iscas digitais, brindes pra capturar pessoas, prova social — tudo isso é só o jogo acima da superfície.
O trabalho de verdade no marketing é um processo de autodescoberta. Uma investigação interna.
O marketing se tornou pra mim uma ferramenta espiritual de costurar tudo junto. Todas as minhas partes, a minha história, os meus desejos, pra me ajudar a me sentir inteira de formas que eu nunca tinha sentido antes.
Há alguns anos, eu estava descendo um morrinho da fazenda onde morava e tive um daqueles momentos de “aha”.
O motivo pelo qual eu me sentia travada e continuava batendo na parede no meu negócio não era porque o meu chamado estava errado. Era porque eu vivia como a professora de yoga e a terapeuta energética como identidades separadas.
Por isso eu não conseguia articular com clareza o que estava fazendo. Por isso não conseguia me sentir super animada para expandir ou escalar o negócio. Parecia algo inalcançável. Eu sabia bem da técnica que eu usava, mas não sabia quem eu era aplicando a técnica.
Eu divulgava meu trabalho para todos, e nessa, divulgava para ninguém.
O desejo de ajudar sempre esteve presente, mas a falta de estrutura era exaustiva.
A gente conversa com empreendedores no início da jornada, com pessoas que têm vários negócios de sucesso, com gente do corporativo.
Todos eles têm o mesmo chamado que eu tive.
Estão sendo puxados para algo que não conseguem nem nomear. Querem esse novo negócio, mesmo que ainda não consigam definir direito o que é.
Se eu pudesse dar um único conselho pra quem está nesse espaço: vai aprender sobre vendas e marketing assim que decidir que quer dedicar mais da sua vida ao seu chamado.
Mas o marketing de verdade.
A arte de juntar todos os seus dons, experiências, fracassos e certificações. Não o template pronto que te deixa bonitinho mas te faz questionar o seu chamado porque ninguém responde.
Vai aprender sobre conexão, sobre construir relacionamento. Isso é o marketing real.
Nunca é cedo demais para começar a pensar na fundação, para fazer o trabalho interno.
As pessoas dizem que precisam de mais clareza, mas vão buscar essa clareza exatamente no lugar onde a confusão faz seu reino… dentro da própria cabeça.
Se você está nos estágios iniciais de transformar chamado e desejo em negócio, esse é o momento certo de começar a aprender os fundamentos de marketing e vendas.
E se eu puder compartilhar isso com você: marketing é uma ferramenta muito espiritual.
Ela te desafia em todos os sentidos.
O marketing de verdade vai te convidar a crescer. Não vai ficar só no papo bonito pra te fazer sentir bem e incrível nas redes sociais. Vai te fazer ir para os lugares que você tem evitado.
E se eu falar em fundação e você não fizer a menor ideia do que estou falando, isso também é um sinal pra você. O trabalho que você vê os outros fazendo só vai funcionar se o trabalho debaixo da superfície tiver sido feito.
Os dois são marketing, mas você precisa começar na ordem certa.
É isso que a gente faz no Meu Sagrado Business. Ajudamos empreendedores a construir a base que transforma chamado em missão. O trabalho de marketing de verdade, o costurar tudo junto, a clareza, a estrutura debaixo da superfície. Para que você consiga aparecer, ter clareza e conquistar clientes.
Se você está pronto para parar de bater na parede e começar a construir, o Curso Servir & Receber é um ótimo começo.
Não espere tanto tempo quanto eu esperei. O seu chamado é importante demais e ele tá te chamando a para transformação, e para se transformar voce não pode continuar fazendo como sempre fez.
Com amor,
Carolina




Poxa Carol. Obrigada por compartilhar o caminho do MKT sagrado. Que exaustão é ficar "lá fora" postando, vendo visualizações, depositando seus resultados numa métrica ditada lá fora. Sem desqualificar as plataformas, mas também sem depositar seu "chamado" nelas. Me vejo bem nessa fase do MKT interno, sentindo e deslumbrado a perspectiva de dentro pra fora. Te amo! Parabéns!